Compositor: Teodoro Bello Jaimes
Se a cadela está amarrada
Mesmo que passe o dia inteiro latindo
Não devem soltá-la
Meu avô me dizia
Porque poderiam se arrepender
Aqueles que não a conheciam
Foi pela raposa que soubemos
Que ela chegou quebrando os pratos
E a corda da cadela
Ela roeu por um bom tempo
E eu acho que ela se soltou
Para fazer uma grande confusão
Os porquinhos ajudaram ela
Eles se alimentam da fazenda
Todo dia querem mais milho
E os lucros vão desaparecendo
E o fazendeiro que trabalha
Já não confia mais neles
Um gavião caiu
Os pintinhos comentaram
Se ele caiu sozinho
Ou se os ventos o derrubaram
Todos os meus bichinhos
Se assustaram com o barulho
O coelho está morrendo
Dentro e fora da gaiola
E todo dia tem muitas mortes
Por toda a fazenda
Porque já não há plantações
Como antigamente, com tanta alfafa
Na beira da fazenda
Colocaram uma grande cerca
Para que continuem trabalhando
E o fazendeiro não vá embora
Porque a cadela morde ele
Mesmo que ele não concorde
Hoje em dia, temos
Muita insegurança
Porque a cadela está solta
E espalhou tudo por aí
Nós, todos os fazendeiros
Temos que amarrá-la novamente